Quando se ouve falar no termo “contação de histórias”, logo nos vem à cabeça a imagem da nossa avó ou de nossa mãe, com suas cara e bocas e um jeitinho especial de narrar. Às vezes nos vem à cabeça a imagem de uma senhora com voz mansa e estridente ao mesmo tempo, às vezes lenta e às vezes rápida até demais, com entonação e velocidade ditada pelo teor da própria história.

A história tem o poder de transformar valores e transformando os valores transformar vidas. O acesso à leitura no Brasil tem sido muito pouco incentivado e isso torna o país enfraquecido e com números alarmantes de falta de ludicidade na vida de muitas crianças, jovens e adolescentes.

Através dos exemplos dos personagens, suas aventuras, suas ações, sua proatividade existe uma transformação na cabecinha dos ouvintes levando-os ao empoderamento.

Marcopolo Marinho, voluntário na Ong Associação Empreendeler, diz que, desde que passou a contar histórias, lá em 2010, passou a relacionar a história contada à uma transformação ética e moral de quem a escuta e foi assim que, ao reunir um grupo composto por administradores, pedagogos, letrólogos, psicólogos e contadores fundou, junto a sua esposa Ana Carla Albuquerque (Presidente da associação), a Associação Empreendeler, que conta hoje com cerca de 50 voluntários.

E onde entra este tal poder da contação de história? Vamos lá, entra logo de cara na própria missão da organização que é de incentivar o protagonismo e o empreendedorismo de crianças, jovens e adolescentes por meio da Contação de histórias, leitura, debate e brincar.

“Imagine você falar de temas sérios com as crianças, mas com uma linguagem lúdica. Falar com a criança, para a criança, na linguagem da criança sobre valores que muitas vezes são esquecidos em lugares mais vulneráveis. Saiba que é possível sim” comentou Marcopolo.