O papel do planner na inovação

Por: Felipe Morais (2012)

Nos últimos meses muito se tem falado em inovação.

As empresas querem inovar, as pessoas não são mais impactadas por um comercial na TV como eram há 10 anos, os produtos precisam melhorar, inovar, para despertar o desejo do consumidor. E nem sempre essa inovação precisa ser algo altamente impactante para dar resultado.

Em minhas palestras eu sempre mostro um caso que um amigo meu me contou.

Na época da “colonização do espaço” americanos e russos travam uma batalha para lançar o homem ao espaço. Lá estando era necessário fazer anotações sobre tudo o que ocorria. Americanos descobriram que canetas não escreveriam no espaço e gastaram milhões de dólares para desenvolver uma caneta que pudesse escrever no espaço. Os russos levaram um lápis: nem sempre é preciso inovar para se conseguir o simples.

No campo automotivo, por exemplo, recentemente a Volkswagem lançou a Tiguan que tem um sistema de estacionamento automático. A campanha que mostra o pai pedindo ao filho, vestido de Harry Porter, que ele estacione o carro fazendo uma mágica é fantástica. Por um lado a inovação da Tiguan é impactante, por outro, a idéia da agência (AlmapBBDO) foi simples, lúdico e mostrou a inovação de forma de simples compreensão; o C4 Pallas da Citroen, chegou ao Brasil com uma inovação simples no volante. Quando o motorista gira o volante apenas o arco da direção gira, deixando o centro parado. Todos os carros giram toda a peça, o C4 não. Inovação simples a Citroen viu o que nenhuma outra montadora havia visto. Gerou um “buzz” entre os amantes de carro, gerou muita curiosidade ao menos. Se isso fez vender mais do carro não sei, mas gerou o “burburinho”, gerou interesse e levou mais pessoas as concessionárias.

Mas e quando a inovação tem que partir da comunicação?

Ai o papel são das agências, mais precisamente de nós, profissionais de planejamento estratégico. Somos responsáveis por dar uma direção estratégica na comunicação, inspirar a criação, empolgar o cliente e claro, aumentar seus negócios. Inovação é uma peça chave para fazermos tudo isso, mas lembre-se não a única!

No mundo digital (minha especialidade) inovar ainda, repito, ainda, é algo relativamente fácil, pois há muita coisa a se fazer. A cada dia surgem novas plataformas, redes sociais e tecnologias que começam a ser exploradas pelas agências. Basta ver o case “Bradesco Presença” que no auge do iPhone e ações de realidade aumentada, juntou os dois em uma forma de relacionamento e interação da marca com o correntista do banco. Inovação pura! A Fiat lançou o site FiatMio onde um carro será construído a partir da participação do usuário que entra no site para dar opinião do que ele deseja em um carro, outra da marca, a primeira ação para o lançamento no novo Uno foi usar o Formspring, rede social que é baseada em perguntas e respostas. Ser inovador é ser diferente fazer o que ninguém (ou pouquíssimas empresas) fez. Fiat, Tecnisa, Starbucks, Apple são casos a analisar sempre.

Nós, do planejamento, temos que estar sempre atentos a tudo que está surgindo e analisar como aquilo vai ser inovador ao ponto de gerar negócios ao cliente, como que essas ações podem gerar buzz na web, podem gerar comentários positivos no Twitter, podem gerar aumento de leads ao site da marca; ser inovador é preciso, empolgar o cliente e mostrar que aquela inovação trará resultados é difícil, mas altamente necessário. Fazer uma comunicação inovadora, mas de simples compreensão do usuário é a chave do sucesso.

As armas estão ai, agora é com você!

Felipe Morais é especialista e autor do livro PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DIGITAL (Ed. Brasport). Autor do Blog do Planejamento (plannerfelipemorais.blogspot.com) e mediador da 1ª rede para Planners (pedigital.ning.com) 

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