Projeto segue os moldes do Porto Digital, consolida apoio da iniciativa privada pela solidariedade e desenvolve organizações negócios sociais.

Um local para mentoreamento, capacitação, colaboração e aceleração de organizações sociais em Recife/PE.

De acordo com levantamento do IBGE realizado em 2010*, Pernambuco possui cerca de 8.933 fundações privadas e associações sem fins lucrativos que empregam, juntas, 52.987 pessoas. Essas instituições movimentaram R$ 939 milhões apenas em salários dos trabalhadores, que recebem, em média R$ 1.667,05. Inicialmente visto principalmente como forma de oficializar ações de voluntariado, o mercado do terceiro setor desperta a atenção hoje para um outro segmento: os negócios sociais. Aqueles em que é possível ganhar dinheiro em paralelo com o desenvolvimento socioambiental.

Os números autossustentáveis e a necessidade da iniciativa privada de protagonizar ações de transformação da sociedade encontraram no Recife, “Capital da Solidariedade”**, a oportunidade perfeita para a criação de um projeto pioneiro: o Porto Social – a primeira incubadora e aceleradora de negócios sociais do Brasil que pretende capacitar, desenvolver e ampliar a atuação de empreendedores sociais, ONGs e associações da Região Metropolitana do Recife.

Inspirado no Porto Digital, que hoje é conhecido em todo o mundo por tornar o Recife um polo de desenvolvimento tecnológico, o empreendedor social Fábio Silva reuniu apoio de empresários e do poder público para criar a iniciativa.

Nela, a cada ano, 50 projetos sociais, sendo 30 novos e 20 veteranos, serão mentoreados e capacitados para ampliar suas áreas de atuação e transformação comunitária. A conta é simples: se com poucos recursos e apoio há organizações causando transformações na cidade, quanto a atuação dessas organizações poderá ser ampliadas se tiverem orientação e direcionamento? “Em pouco tempo, o Recife se tornará uma referência social mundial, assim como o Porto Digital se tornou na área de tecnologia. O Porto Social vai construir no Recife esse espaço de transformação. Por isso a nossa convocação da participação do empresariado, o envolvimento das universidades e o apoio da gestão pública. “, explica Fábio Silva, idealizador e presidente do Porto Social.

A instituição vai funcionar num edifício de 2 mil m2 cedido pela Interne Educação, patrocinador máster da iniciativa. Lá os representantes das ONGs beneficiadas terão acesso a um “coworking social”. Ou seja: espaço compartilhado com computador e internet, auditório e estrutura para cursos e capacitações em 9 áreas, como gestão, comunicação e marketing, empreendedorismo e captação de recursos, entre outras. “Decidimos abraçar essa causa por acreditar que, juntas, pequenas iniciativas podem causar grande impacto na sociedade. Percebemos que é possível protagonizar um importante papel na transformação social e é isso o que temos em nossa filosofia”, afirma Paula Meira, presidente da empresa.

Mas não serão apenas as ONGs selecionadas que terão acesso ao local. “A ideia é criar também cursos livres para que a sociedade como um todo possa ser beneficiada”, afirma Návila Teixeira, diretora-executiva do Porto Social.

A prefeitura do Recife vai dar apoio institucional ao projeto. “É missão da Prefeitura apoiar o Porto Social que vai mudar a história das organizações sociais da Região Metropolitana do Recife. Quando o Porto Digital nasceu, existiam várias iniciativas tecnológicas na cidade, porém não estavam conectadas, mas com a união de todas, nos tornamos uma potência internacional em tecnologia. Tudo isso pode acontecer no setor social.” acredita o prefeito Geraldo Julio.

Após o lançamento do edital de convocação das ONGs, será lançado também o convite a outros representantes da iniciativa privada para apoiar o projeto.

** Capital da solidariedade: Recife recebeu informalmente esse título a partir da criação da plataforma Transforma Recife, que reúne os dados das ONGs que atuam na cidade (mais de 300) e cadastra os voluntários que desejam dedicar tempo a causas sociais. O cruzamento das informações já rendeu mais de 350 mil horas de trabalho voluntário em um ano. A ideia também foi criada pelo empreendedor social Fábio Silva.

* Perfil das Fundações Privadas e Associações sem Fins Lucrativos (Fasfil) – IBGE/IPEA

Serviço:

Porto Social
Rua Marques Amorim, 356B – Ilha do Leite
Idealizador e Presidente – Fábio Silva
Diretora-Executiva: Návila Teixeira
Assessoria de Imprensa – Isly Viana – 81 98901-9127
Lançamento do Edital do Porto Social – 20 de abril
Inauguração do Porto Social – 10 de maio