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Quando os culpados são sempre os outros

Por: Evaldo Costa

        Vivemos em um mundo em que as coisas para serem consideradas boas, tem que ser executadas rapidamente. Não raro, quando vamos ao restaurante e a refeição demora um pouco a ser servida ficamos impacientes, quase sempre quando delegamos uma tarefa esperamos que ela seja preparada quase que instantaneamente.

        Quando falamos ao celular e a outra pessoa não se comunica com a mesma agilidade, nos sentimos incomodadas e desejamos encerrar o contato. Já não temos mais tempo para o cafezinho com o amigo e quando eventualmente cruzamos com ele pela rua, trocamos um “alô” rápido e sem interromper a caminhada; quando enviamos um email e a pessoa demora um pouco para retornar, reagimos queixosamente.

        A verdade é que o mundo dos dias atuais parece mesmo ser marcado pela velocidade, pressa, estresse de tantos afazeres. Nós nos tornaremos pessoas impacientes para sempre? Quais serão as consequências disso?

        A pressa e a impaciência podem causar muitos problemas em nossa vida, e um deles é o risco de trocarmos o essencial pelo urgente. Deixar de sentar-se a mesa com a família, não encontrar tempo para passear com a esposa e os filhos ou reunir-se com os amigos, são apenas alguns exemplos de perdas iníquas.

        É a partir daí, que perdemos alguns vínculos e começamos a construir uma sociedade em que a família não se conhece como deveria: filhos sem diálogo com os pais, idosos abandonados em asilos ou dentro de suas próprias casas, pois seus entes queridos não tem tempo para visitá-los regularmente, vez por outra manda-se um torpedo e email e nos finais de semana um rápido “alô” por telefone.

        E é neste contexto que encontramos as desculpas para não fazer outras coisas, como ir à igreja, viajar com a família, zelar e buscar novas amizades etc. Mas, o interessante é que para assistir programas de televisão, ficar horas a fio na frente do computador, conversar fiado a respeito da vida alheia ou outras futilidades, há sempre tempo.

        Então estamos nos tornando pessoas vazias e artificiais? De quem é a culpa afinal? Da sociedade, tecnologia, ritmo frenético da vida? Sim, pode ser um pouco de cada coisa, mas o maior culpado é aquele que acha tudo isso normal e nada faz para que a vida, o convívio familiar, os relacionamentos sejam atenciosos, respeitáveis e prazerosos. Afinal de contas, é mais fácil encontrar culpados do que assumir responsabilidades e agir para mudar.


Pense nisso e ótima semana, 


Evaldo Costa
Escritor, conferencista e Diretor do Instituto das Concessionárias do Brasil

(Publicação autorizada pelo autor)  
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